Brasil terá a maior redução de tarifa média com a nova taxa global anunciada por Trump aponta estudo – Finctime

Brasil terá a maior redução de tarifa média com a nova taxa global anunciada por Trump aponta estudo

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Este texto apresenta ele, o Brasil, como principal beneficiado pela nova tarifa global anunciada pelo presidente Donald Trump, segundo o Global Trade Alert. A matéria aponta que a mudança trará alívio para setores antes fortemente taxados e que os aliados poderão enfrentar ajustes, entre eles Reino Unido, União Europeia e Japão. O leitor entenderá as implicações da decisão e quem ganha ou perde com esse novo regime, com base na análise da organização independente.

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  • Brasil é principal beneficiado pela tarifa global de quinze por cento.
  • Aliados como Reino Unido, União Europeia e Japão enfrentam aumentos nas tarifas.
  • A medida vale por tempo limitado e sem necessidade de aprovação do Congresso.
  • Itens antes isentos, como carne e café, podem perder a isenção com a nova tarifa.
  • China e outros fabricantes asiáticos também ganham com a mudança, enquanto setores de aço, alumínio e automóveis permanecem sob regimes especiais.

Brasil deve sair como principal beneficiário da nova tarifa global de 15%

O governo dos Estados Unidos informou a adoção de uma tarifa global de 15% sobre importações, com validade de até 150 dias. A medida foi baseada na Seção 122 da Lei de Comércio de 1974, que permite ao presidente impor tarifas por esse período sem aprovação do Congresso. A decisão ocorre após uma decisão recente da Suprema Corte que contestou o uso anterior da Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA) para justificar tarifas, abrindo espaço para a nova estrutura.

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Segundo a Global Trade Alert (GTA), organização independente que monitora políticas comerciais, o Brasil aparece como o principal beneficiário, previsto para registrar uma redução média de 13,6 pontos percentuais nas tarifas. Países aliados aos EUA, incluindo o Reino Unido, a União Europeia e o Japão, devem sofrer ajustes contrários: o Reino Unido registra aumento significativo na média de tarifas, a UE tem elevação menor e o Japão também encara pressões. A China surge como o segundo maior ganhador, com queda estimada na ordem de 7,1 p.p..

Especialistas do GTA destacam que o Brasil, a China, o México e o Canadá foram particularmente impactados pelas críticas da Casa Branca e pelas tarifas sob regimes especiais, levando a reduções relevantes nas tarifas cobradas.

A análise também aponta que fabricantes asiáticos como Vietnã, Tailândia e Malásia devem sair beneficiados pelo novo regime, dada a dinâmica de superávits com os EUA. O Japão, por outro lado, aparece com uma elevação modesta de tarifas.

Panorama da medida e base legal

A nova tarifa é apresentada como uma ferramenta de política comercial administrativa com duração limitada. Ela não depende de aprovação do Congresso para entrar em vigor, justamente por usar a Seção 122 da Lei de Comércio de 1974. O movimento ocorre após a revisão jurídica que limitou a validade do uso da IEEPA para sustentar tarifas, conforme analisado por autoridades judiciárias e observada por analistas de comércio.

Relatórios indicam que o regime anterior, baseado na IEEPA, foi considerado inadequado para embasar as tarifas. A mudança de instrumento legal altera a base de aplicação e o alcance do mecanismo, elevando o prazo de vigência para até 150 dias.

Impactos no Brasil e cenários setoriais

Para o Brasil, a sobretaxa já discutida em detalhes no passado atingiu picos próximos de 50% para certos itens (uma combinação de 10% da tarifa global previamente anunciada mais 40% adicionais). Parte dos produtos foi isenta nesse regime anterior, como carne e café. Ainda não está claro se itens que gozavam de isenção passarão a pagar a nova tarifa de 15%. O governo brasileiro, segundo documentos divulgados, indicou que itens não enquadrados nas isenções devem ser cobertos pela nova tarifa única.

Dados de novembro apontaram que cerca de 22% do que é exportado para os EUA ainda enfrentava a tarifa de até 50%. Além disso, itens classificados sob a Seção 232, que tratam de aço e alumínio por questões de segurança nacional, permanecem sob esse regime específico e não são alterados pela nova tarifa global.

Conclusão

O Brasil emerge como principal beneficiário da nova tarifa global de 15%, com uma redução média de 13,6 pontos percentuais nas tarifas. Enquanto isso, aliados como o Reino Unido, a União Europeia e o Japão devem enfrentar ajustes que elevam custos e redesenham cadeias comerciais. A medida, válida por até 150 dias, não depende de aprovação do Congresso, amparada pela Seção 122 da Lei de Comércio de 1974, representando uma mudança de instrumentação legal após a limitação da validade da IEEPA. Itens anteriormente isentos, como carne e café, podem perder essa isenção, ampliando debates sobre proteção setorial. A China surge como o segundo maior ganhador, enquanto fabricantes asiáticos como Vietnã, Tailândia e Malásia devem se beneficiar do novo regime; setores de aço, alumínio e automóveis permanecem sob regimes especiais. Em síntese, o regime traz ganhos relevantes para o Brasil, mas também gera tensões com parceiros tradicionais, exigindo monitoramento próximo e estratégias de adaptação para mitigar riscos e maximizar oportunidades.

Perguntas frequentes

– O que é a nova taxa global de 15% anunciada por Trump e como ela afeta o Brasil?

É uma tarifa global de 15% sobre importações. Segundo GTA, o Brasil terá a maior queda média: 13,6 pontos percentuais. A mudança vale por até 150 dias e pode afetar menos produtos brasileiros.

– Qual é a redução média das tarifas para o Brasil segundo o estudo?

A redução média é de 13,6 pontos percentuais.

– Quais países devem sofrer aumento de tarifas com a nova medida?

Reino Unido, União Europeia e Japão. Japão terá 0,4 p.p., Reino Unido 2,1 p.p., UE 0,8 p.p. Itália e França ficam mais expostas.

– Por quanto tempo a tarifa fica em vigor e o que acontece depois do prazo?

Válida por até 150 dias. Depois disso, depende de nova decisão do governo dos EUA e de detalhes da política comercial.

– Quais setores brasileiros são mais beneficiados pela mudança?

Setores antes fortemente taxados devem sentir alívio. Itens que não estavam na lista de isenções podem ter redução na tarifa média. Aços e alumínios sob a seção 232 não mudam.